O excesso de gordura na região do abdômen é um problema que preocupa homens e mulheres em geral. No entanto muito mais do comprometer a estética corporal, o excesso de gordural abdominal é um fator de risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares que deve ser controlado com a redução dessa gordura.

Gordura Visceral

Vários estudos foram realizados com o objetivo de verificar o efeito da gordura abdominal para a saúde do indivíduo, e os pesquisadores chegaram a conclusão que tanto a gordura do abdômen quanto a visceral, ou seja aquela que fica acumulada na cavidade abdominal em torno de alguns órgãos principais do organismo humano podem desencadear complicações no sistema cardiovascular levando o indivíduo a uma morte precoce.

Síndrome Metabólica

As alterações que o metabolismo do corpo da pessoa sofre e que estão relacionadas com a gordura abdominal podem incluir as seguintes complicações de saúde: Resistência à insulina, Diabetes Tipo 2, Inflamações nas veias e em casos mais graves trombose e dislipidemias. A Síndrome Metabólica é um quadro clínico cada vez mais frequente na população principalmente nos últimos anos, afetando de acordo com estudos científicos realizados nos Estados Unidos cerca de vinte e cinco por cento da pessoas.

A Síndrome Metabólica é uma condição que abrange a circunferência da cintura aumentada nas medidas compreendidas em de mais de oitenta centímetros para as mulheres e mais de noventa e quatro centímetros nos homens, além desses parâmetros estão associados também a hipertensão arterial e aumento do quadro glicêmico, nível baixo do HDL que é o colesterol bom e níveis de triglicérides aumentados. Os médicos advertem que as pessoas portadoras dessa síndrome apresentam um risco duas vezes maior, se comparados com outros indivíduos que não sofrem com esse problema de apresentarem maior incidência de complicações cardiovasculares.

Causas e Tratamento para a Síndrome

Os especialistas ainda não descobriram a causa da Síndrome Metabólica, no entanto, alguns fatores como características de herança familiar, influência da genética, ausência de atividades físicas e acúmulo de gordura na região abdominal podem contribuir para o desenvolvimento da síndrome. Segundo alguns profissionais da área médica, nem mesmo o procedimento de lipoaspiração seria capaz de remover a gordura interna ou visceral, pois a aspiração não consegue eliminar a gordura dos órgãos internos e da parede dos vasos sanguíneos que são as mais prejudiciais para o organismo humano.

Para reduzir o excesso de gordura abdominal os especialistas recomendam a diminuição do consumo de açúcar e alimentos gordurosos, além de aumentar a frequência da prática de atividades físicas. Segundo alguns profissionais existe um aparelho denominado NARL (Noradrenaline Release), que segundo eles está aprovado pelos instituições médicas competentes para reduzir a gordura visceral. O tratamento consiste na liberação de noradreanlina para que ela dissolva a lipólise(gordura) em regiões do corpo onde ela esteja acumulada.

Essa técnica é indolor e não invasiva e faz um avaliação do percentual de gordura subcutânea e visceral, através de uma tecnologia ultra-sônica que consegue reduzir a quantidade de gordura e por consequência auxilia no tratamento das pessoas portadoras da Síndrome Metabólica. De acordo com o pesquisador japonês que desenvolveu o aparelho ele pode ajudar o indivíduo a emagrecer pelo fato do sistema hormonal do organismo humano mobilizar as regiões onde há acúmulo de gordura fazendo com que elas fiquem disponíveis para serem eliminadas ou queimadas pelo exercício específico que é feito logo depois da aplicação da onda ultra-sônica.

Orientações de Especialistas Para Perder Gordura Abdominal

Para as pessoas de menor poder aquisitivo que não tem condições financeiras para se submeterem ao tratamento com o aparelho NARL, algumas medidas bem mais econômicas podem ser tomadas, por exemplo:

- Incluir na dieta alimentar mais frutas , vegetais e carnes magras (Peixes e frango), reduzindo o consumo de açúcar ou muita quantidade de comida gordurosa. As frutas e vegetais são fontes de vitaminas e as carnes magras fornecem as proteínas necessárias ao organismo. – As atividades físicas devem ser feitas, para os inciantes, pelo menos meia hora três vezes na semana com exercícios aeróbicos como corrida, caminhada, natação, ciclismo . A partir do momento que o corpo da pessoa for se acostumando a nova rotina de exercícios ela deve aumentar gradativamente a frequência dos treinos.

-A região do abdômen deve ser trabalhada com exercícios abdominais, com sequências normais alternadas com laterais cujo objetivo é reforçar a parede do abdômen e os músculos abdominais.

Vale ressaltar que toda orientação alimentar deve ser feita por um profissional de nutrição e toda prática de exercícios físicos deve ser acompanhada por um profissional de Educação Física.

Por Salete Dias

viaNutrição em Foco.